domingo, 8 de novembro de 2009

METRÔ

Ela aproximou-se da plataforma ao ver o trem que chegava. As portas se abriram mas ela não entrou. Ficou ali parada, pequena diante da imensidão da plataforma.

O segundo trem se aproximou, abriu as portas, mas ela continuou ali, imóvel.

Após a partida do quarto trem, ela consultou o relógio do celular. Mordeu os lábios, ensaiou alguns passos em direção à saída e recuou. Ainda esperou pelo quinto, sexto, décimo trem. Pôs a mão no pescoço, ajeitou os cabelos e percebeu que ele não viria mais. Entrou no vagão seguinte e partiu sozinha, ao lado de milhares de pessoas igualmente sozinhas.


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